Os pobrezinhos são tão riquinhos…

Já quase tudo se comentou sobre as declarações de Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, no programa “Edição da Noite” da SIC Notícias, segundo as quais “estávamos habituados a comer bifes todos os dias” e “temos de voltar ao que é mais básico” e “reaprender a viver mais pobres”.

E se em vez de culpabilizarmos as famílias pela “necessidade de  consumo permanente de bens que não é real” e de “viver acima das possibilidades”, dos pais que “comem Nestum para dar tudo aos seus filhos” , olhássemos o problema sob o ponto de vista da incompetência dos sucessivos governantes deste país em aplicar os rios de dinheiro que passaram pelas suas mãos no crescimento da economia, preocupando-se antes em distribuir mordomias e defender os interesses pessoais e dos partidos políticos? E o que dizer de estarem tão preocupados em penalizar os que pagam impostos e de não estarem preocupados em julgar quem descaradamente roubou o Estado? E se “o desemprego é o maior flagelo” porque não se fala e discute a criação de postos de trabalho, dinamizando a economia, gerando receita fiscal e diminuindo a carga sobre o estado, em vez de se proferir afirmações banais de que as pessoas com mais idade e baixa escolaridade vão ter sérias dificuldades de inserção no mercado de trabalho?

Neste Workshop ” Rendimento Social de Inserção: As (Novas) Realidades”,http://ptsharingskills.wordpress.com/2012/11/07/workshop-rsi/ o “Chalana”, (como é assim conhecido o Assistente Social da Junta de freguesia de Campanhã do Porto), não vai querer de certeza, enveredar por esta visão de cariz caritativo e assistencialista que em nada ajuda a resolver o fenómeno da pobreza em Portugal.

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3 responses

  1. Boas.
    Nem essa senhora nem tantas outras com esse ar tão “a menina toca piano e fala francês”, que nunca lhes foge o tom de voz para melhor adormecer quem já por causa da fome adormece, me inspiraram sequer simpatia. São os restos orgânicos duma sociedade que já foi mas a qual continuam agarrados para entender o seu papel no mundo que lhes tocou viver. São pessoas que não querem, não sabem, não entendem que o problema não se resolve dando “comidinha” ou uma “ajudinha” aos “pobrezinhos”. O problema só se resolverá mudando o sistema em que vivemos que é por si mesmo um gerador de pobres para poder haver ricos, um gerador de marginalizados para poder haver educadores que os desmarginalizem, etc., etc..
    E já agora que ninguém se fique por Portugal, lá fora também há mais ou menos mas há. Não é só aqui que alguns esbanjaram dinheiros vindos de onde vierem noutros sítios as coisas de maneira diferente foram dar ao mesmo ou parecido.

  2. Pois é… refletir dá trabalho, procurar as causas é mais difícil do que culpar os efeitos. E de facto, temos que reaprender, a todos os níveis…

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