Viver com 10.000 euros por mês

Papoulias, com 82 anos, que combateu o regime Nazi durante a II Guerra Mundial, abdicou, em Fevereiro de 2012, do seu salário anual de 300 mil euros, num gesto de “solidariedade” com o povo grego, que está a ser alvo de “tantos sacrifícios”.

Verdade seja dita: o nosso Presidente da Republica também abdicou do salário enquanto chefe do Estado. Mas foi por outro motivo.  A partir de 01 de Janeiro de 2011, após a aprovação da legislação que pôs fim à acumulação de pensões com vencimentos de Estado, decidiu prescindir do seu vencimento enquanto Presidente da República, no valor de 6523 euros – resultado de um corte de 5% em 2010, mais um corte de 10% em 2011, decisão incluída nas medidas de austeridade para a função pública -, para passar a auferir das sua pensões, que totalizam cerca de dez mil euros mensais. São duas reformas: uma pensão do Banco de Portugal e outra da Caixa Geral de Aposentações (por ter sido professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa).

Sobre as suas “queixas” proferidas em Janeiro de 2012, esclareceu na altura que “Não foi obviamente meu propósito eximir-me aos sacrifícios que os portugueses estão a fazer nos dias de hoje, tendo mesmo insistido que o meu caso pessoal não estava em questão. Apenas quis ilustrar, com o meu exemplo, que acompanho as situações que chegam ao meu conhecimento de cidadãos que atravessam dificuldades e para as quais tenho chamado a atenção em diversas intervenções públicas”.

Ficamos muito sensibilizados com as suas palavras e com o seu exemplo.

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4 responses

  1. É de salientar que apesar ter sido eleito com a maioria dos votos, somente obteve 23,2% dos eleitores inscritos para a eleição presidencial (em 4 só 1 eleitor é que o escolheu como seu Presidente). De facto, é constrangedor assistirmos, situação após situação, à ausência de intervenção (lembram-se na campanha da promessa da magistratura activa…). As declarações são sempre neste registo – o Presidente não pode comentar; não é oportuno esclarecer; é da competência exclusiva do Governo; aguardo o parecer dos meus assessores, etc. Refira-se, a título de exemplo, que o orçamento da Casa Real Espanhola é 1/3 do orçamento da Presidência da República Portuguesa!!! Coitados dos contribuintes portugueses…

  2. Realmente este teu blog tem bom ar.
    Quanto ao assunto duas coisas. Acho que quando as pessoas estão mesmo mal (alzeimer,senilidade, demência,) não se lhes devia deixar ocupar cargos como o deste senhor.
    A outra coisita é que é mentira que a casa real espanhola gaste menos. Gasta bastante mais o que passa é que só falam nos gastos directos. Nunca falam da manutenção e outros, isso o estado (contribuintes) paga.

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