Conheça a nossa crise e a Grécia

Conheça os indicadores da crise que Portugal atravessa, no novo portal http://www.conheceracrise.com lançado esta terça-feira. Aos jornalistas, António Barreto, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, defendeu que os portugueses “estão a reagir, a reorganizar-se” para enfrentar a crise. Questionado sobre se é pelo facto de os portugueses estarem a “adaptar-se” e a “reorganizarem-se” que não estão nas ruas como sucede na Grécia, o sociólogo referiu que não queria comparar a situação dos dois países. Contudo, adiantou que “numa situação como a portuguesa (…) e com o contexto histórico recente – dos últimos anos – penso que as pessoas que estão em dificuldades económicas e sociais estão, por enquanto, demasiado ocupadas em encontrar solução para a vida deles e dos seus filhos e menos disponíveis para comportamentos de carácter político e de protesto”.

Espreitemos a Grécia de que tanto falamos…

A Acrópole de Atenas foi construída por volta de 450 a.c, sob a administração de Péricles, um líder democrático denominado “o primeiro cidadão de Atenas”. O seu projeto consistiu em estimular a democracia ateniense, embelezar a cidade, exibir a sua glória e dar emprego à população.

E parece que foi ontem…Cerca de um ano após a morte do estadista Péricles, nasceu em Atenas o filósofo Platão, que aos 20 anos conheceu Sócrates (sem malícia  ; )  ) e tornou-se seu discípulo até a morte deste, fundando a Academia, onde todos eram livres para expressar suas idéias e os debates versavam sobre os temas do saber até então conhecidos: politica, matemática, geometria, história, música, astronomia.

E o que dizer da criação dos Jogos Olímpicos em 776 a.c, que se realizavam de quatro em quatro anos em honra de Zeus? Fiquemos por estes feitos, senão deixam de ter pachorra para seguir este blogue…

É certo que os gregos costumam gastar um bocadinho a mais da conta… Não será a tentação de viverem num dos países que eu considero mais belos do mundo? : )

(Esta foi a imagem que escolhi para o ambiente de trabalho do meu PC. Poupei-vos a visualização das pastas amarelas que quase que cobrem a foto deste momento único de ócio…).

Santorini

Mykonos

Praias para todos os gostos e feitios… Até uma famosa que eu conheci de areia vermelha!

Com esta democracia toda e a quererem viver neste esplendor, não é natural que os gregos se exaltem por “dá cá aquela palha?”…

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4 responses

  1. Habituei-me a admirar o António Barreto e é com tristeza que o vejo agora com posições de quem se tornou um assalariado do Capital!
    A Presidência daquela Fundação alterou-lhe o espírito crítico.

  2. E não será este o caminho certo? O que ganharíamos ao “vir para a rua”?
    Não podemos cruzar os braços, temos que encontrar uma solução para resolver as nossas vidas mas esta passa por TRABALHO e não por criar problemas que só viriam agravar o que já não está nada bem! Um bem haja ao povo português!!!

  3. Concordo plenamente que o caminho a seguir pelos portugueses seja o do trabalho, no entanto temos que colocar algumas condições/exigências aos nossos políticos (Esquerda,Centro e Direita): 1.º colocar imediatamente a justiça a funcionar (seja aplicada a TODOS); 2.º reduzir as desigualdades sociais e 3.º distribuir mais justamente a riqueza gerada no país.
    Desta forma, penso que todos estariam dispostos a fazer os sacrifícios que estão a ser pedidos neste momento…

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