Como água para chocolate

“Como Água para Chocolate” é um dos meus romances preferidos. A autora, Laura Esquível, (1989), utilizou esta expressão mexicana, para desenvolver uma trama que se passa nos princípios do Séc. XX no México rural, em torno de uma cozinha e dos seus elementos culinários, onde se “cozem” relações e onde se misturam todos os ingredientes da vida. Nessa cozinha, prepara-se o chocolate quente dissolvendo-se a barra de chocolate caseira em água, em vez de ser em leite. Para que o chocolate derreta é preciso que a água esteja a ferver. Ora, se a pessoa está “como água para (fazer) chocolate” significa que está a ferver, de raiva ou de outra emoção.

“Chocolate” provém de línguas indígenas mesoamericanas, embora se desconheça se deriva dos Mayas “chocola’j “, que significa “beber chocolate juntos” ou dos aztecas,  “xocolātl”,  resultado na fusão de xococ  (“amargo”) + atl (“água”). Seja como for, há 600 a.c. a bebida de cacau era considerada uma dádiva dos deuses. Em 1519, Hernán Cortés desembarca na costa do México e volta a Espanha trazendo consigo a famosa receita de chocolate quente. Já a história da tablete, começa muito mais tarde do que a bebida à base de chocolate. Em 1847, molda-se a primeira tablete em Inglaterra, dando lugar ao chocolate que se pode morder. 

“Choco-Story” é o nome do Museu do Chocolate em Bruges, na Bélgica.

A visita interessa não só aos amantes e consumidores de chocolate, como também a professores e estudantes, artesãos e industriais do chocolate, tal a fonte inesgotável de dados e informações históricas, geográficas, botânicas e receitas.

Permite-nos conhecer a história do cacau até ao chocolate, o seu processo de fabrico e descobrir por que é que os o chocolates belgas são tão famosos.

Admiramos as várias peças alusivas ao chocolate, particularmente estas preciosas bomboneiras.

E degustamos o chocolate, dialogando com o especialista, que nos ensina a fazer.

Através dos tempos, são várias as pessoas que se aventuram a fazer chocolate artesanal…

É o caso da minha amiga A. que num “brainstorming” muito recente, baptizou os seus bombons: “Gula dos Gulosos”.

E para presentear alguém muito especial, prepara uma caixa personalizada.

         Fixem esta marca pois vai dar que falar! Querem ser dos primeiros a provar?

anag.barbosa@gmail.com

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6 responses

  1. Os bombons não provei mas li o livro que é Maravilhoso no qual “se cozem e temperam amores e desamores, risos e prantos, e se celebra o triunfo da alegria e da vida sobre a tristeza e a morte”!

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